Cesar se levantava parecendo não ter o menor problema em sorrir da situação. O fato de um ex colega de classe dele ter sido incinerado ate virar pó (cinzas, para ser mais exato) , parecia ser um mero detalhe .
-- Olha, demos sorte, o Cantil está intacto !! Por que será que ele não foi queimado também?
Cesar foi andando calmamente ate alguns passos do lado de onde estava a pilha de cinzas para pegar o cantil.
Allan continuava sentado com as mãos forçando seu boné enquanto seus olhos cheios de lagrimas tentavam desesperadamente não olhar para as cinzas no chão.
A verdade e que ele não conseguia pensar direito, porem mais tarde ele iria se perguntar como era possível aquilo que acabara de ocorrer, que por sinal, foi culpa dele . O local onde o corpo tinha sido incinerado estava intacto, isto é, alguns minutos atrás , chamas que pareciam ter vida própria estavam ali dançando enquanto tiravam a vida de um adolescente. Entretanto , a grama não foi afetada e o fogo não se alastrou para lugar algum. Era como se o fogo estivesse se concentrado em queimar apenas o garoto, e nada mais.
-- Como eu . . . . -- Dizia Allan com a voz ainda tremula e uma cara pálida.
-- Olha, eu não sei explicar. Mas parece que todo mundo ganhou algum ''presentinho'' quando acordamos. O cara controlava raízes, você parece que controla o fogo, e mais um monte de colegas de classe controlam sei-la-o-que. O fato é, alguns deles acabam pirando com o poder... Não temos como evitar que esse tipo de coisa aconteça. . .
-- Isso . . . Isso e doentio . . .
-- Talvez, mas essa é nossa realidade agora. Que tal um trato? Vamos nos unir . As chances de sermos mortos estando juntos e bem menor. Quem sabe agente ate consegue chegar no centro da ilha? Mas antes, vamos descansar enquanto esperamos que outro animal caia em uma das minhas armadilhas, assim poderemos comer !
Cesar quebrou alguns galhos mais finos que estavam perto e começou a bater com eles nas proprias arvores. De inicio parecia algo sem sentido, mas acostumando-se a sonoridade, percebia que ele estava tocando no ritmo da musica I Love Rock And Roll.
Em algum outro lugar da Ilha estava um garoto com um cabelo arrepiado andando pelo deserto.
Nada se via na frente ou atras dele, apenas areia e mais areia.
Ele estava muito suado e parecia fazer um enorme esforço para continuar andando. Ele pegou seu cantil de água, segurou na frente do rosto como se pensasse se deveria usa-lo agora ou tentar suportar um pouco mais.
-- Que grande bosta . . . Morrer num deserto no meio do nada. . . Espera, do que eu estou falando? Eu sobrevivi 2 dias nessa porra, ta ligado? E!! To ligado!! Já faz tempo que ando nesse deserto . . . Talvez eu esteja chegando ao fim . . É ISSO AE!!!
O garoto então bebeu uma golada no seu cantil de água, matando sua sede. Com o resto da água ele jogou em seu rosto para se refrescar.
Seu nome era Junin. Já havia acordado a 2 dias e já tinha passado por alguns problemas .
Dos seus suprimentos originais restavam apenas o pote de Protetor Solar, que se ele tivesse sorte seria o suficiente para sobreviver ao deserto . Diferente dos outros alunos que você conheceu ate agora, não havia nenhum tipo de arma para defesa ou caça na mochila de Junin no dia que ele acordou, o que não foi la de grande falta para dizer a verdade. Junin já havia aprendido a se virar bem em certos tipos de situação, mas essa não era uma delas.
Ele continuou andando por algum tempo. 6 horas. . Talvez 3 horas. . . 1 hora ? Quem sabe 10 minutos.
Era impossível saber. O sol não mudava de posição e ele não tinha sequer noção de onde começou sua jornada. Ao olhar para trás ate suas pegadas eram apagadas a medida que o vento do deserto soprava.
Mas se a visão do que estava atrás era preocupante, a visão a frente era como uma benção . Um Oasis.
Se você nunca viu um Oasis, é uma visão linda. Um pequeno lago cercado de arvores sem galhos.
Agora, se você e um viajante do deserto e vê um Oasis, e como ter acabado de presenciar o Inferno e de repente encontrar o Paraíso.
Junin correu como nunca na sua vida para chegar o mais rápido possível na água. Assim que se aproximou o suficiente, deu um mergulho . A sensação era estranha, era como se tivesse mergulhado na própria areia. . . Exatamente o que ele cuspiu, areia.
Junin tossiu um pouco enquanto cuspia o resto de areia da sua boca, então esfregou seus olhos e se viu novamente num deserto escaldante , sem nenhuma sombra de Oasis.
Um pouco a frente, na direção do sol, era possível ver um corpo que parecia tremeluzir . Devia estar apenas uns 10 metros a frente de Junin. Era um garoto, mais ou menos da mesma altura , um pouco mais baixo talvez. O Garoto usava um tipo de enfaixamento no seu Olho Direito e um pedaço da cabeça ( as faixas passavam beirando o nariz, desciam ao lado da boca e passavam por trás da cabeça tampando um pouco de cabelo e voltando de encontro ao olho em varias voltas).
Junin tentou ver exatamente quem era aquela pessoa, mas era difícil ver algo justamente olhando contra o sol em meio a um deserto, fora a frustração de se jogar na areia . Ainda confuso, ele começava a se levantar , quando notou que o garoto estava se aproximando.
-- ME PASSE O SEU PROTETOR SOLAR, E EU DEIXO VOCÊ VIVO -- Gritou o garoto , enquanto se aproximava lentamente.
-- O QUE? -- Junin gritou de volta e apontou seu dedo indicador , como se fizesse uma Arma com a mão , na direção do garoto. -- PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO ??
-- VOU PEDIR MAIS UMA VEZ... ME ENTR...
O Garoto foi interrompido por um projetil que saiu do indicador de Junin, enquanto sua mão dava um leve recuo semelhante a quando se atira com uma pistola. O Projetil que era prateado brilhava intensamente mesmo no meio do deserto. Voo numa velocidade incrível, atravessou o peito do garoto e continuo seguindo ate onde a vista alcançava.
Um pequeno buraco se abriu no peito do garoto, que agora já estava cerca de 6 metros de distancia de Junin, e então o buraco ia se expandindo ate o garoto desaparecer .
-- Que merda . . . -- Junin abaixou a mão, incrédulo naquilo que acabou de ver. -- Isso nunca aconteceu . . .-- ISSO NUNCA ACONTECEU, ISSO NUNCA ACONTECEU. VOU TE MOSTRAR O QUE VOCÊ NUNCA VIU ACONTECER DE VERDADE SEU MERDA -- Dizia uma voz que parecia vir de todos os lados do deserto, ela era diferente da voz do garoto que gritava poucos segundos atrás. A voz era profunda e atiçava um certo terror em quem escutasse.
A Areia a frente de Junin começou a se mexer e aumentava cada vez mais, ate se transformar em algo semelhante a uma cabeça de Leão de uns 4 metros feita de areia. A Cabeça de Leão começou a mexer a boca e a voz que parecia ecoar de todo o deserto saia diretamente dali:
-- ULTIMA CHANCE !! ME ENTREGUE O PROTETOR SOLAR!
Junin quase caiu pra trás com o susto devido a monstruosidade que presenciava, e a forma como a voz podia ser ainda mais assustadora vindo dali do que quando era apenas uma voz ao vento. Ele recuou alguns passos e apontou as 2 mãos em forma de ''arminha'' para a parte mais alta do monstro de areia, almejando acertar o que seriam os olhos. O olhar de Junin ficou serio, com uma expressão que conseguia dar mais medo que a voz de poucos segundos atrás. ''BANG'' Gritava Junin no momento em saia um projetil prateado de seu indicador. Um Circulo de fumaça bem pequeno se expandia da ponta do Dedo Indicador de Junin no momento em que o Projetil Prateado se afastou, a fumaça se expandia ate virar um pequeno anel de uns 3 centímetros de fumaça e então desaparecia .
Apesar da forma de Disparo se assemelhar a um Revolver, os Projeteis eram pequenas esferas prateadas que viajavam numa enorme velocidade. Eles se chocaram com os olhos do monstro de areia e atravessaram sem nenhum problema. Mas era isso, nada de mais aconteceu.
'' Eu não consigo acertar essa coisa . . . o que eu vou fazer? . . . Se eu entregar meu protetor e o final desse deserto não estiver perto, vou morrer por causa desse maldito sol . . . vou ficar pior que aqueles moradores de rua , com queimaduras tão feias que vão ser o suficiente para identificar o motivo de minha morte . . . Mas pera, eu estou sem água também . . . De um jeito ou de outro . . Ainda assim, preferia não ser comido por essa coisa . . . ''
-- Ok, você venceu. Eu entrego o Protetor e você me deixa ir. Ok?
-- Tudo bem -- Uma voz bem atrás de Junin soava tranquila. Era a primeira voz, a do garoto gritando.
Junin se afastou um pouco, pois achava aquilo meio estranho , e então entregou para ele o resto de protetor solar que ainda tinha. A Cabeça de Leão havia desaparecido instantaneamente. E não digo algo tipo '' a areia caiu voltou ao chão'' , não, ela simplesmente sumiu em pleno ar, como se nunca tivesse existido.
-- Desculpe fazer você passar por isso, eu realmente não quero matar ninguém . . . mas não sei mais o que fazer . . . Já estou acordado a 2 dias, e duvido que viva muito mais tempo . . .
Junin estava certamente com raiva, mas tentava não demonstrar aquilo.
-- Vou te ajudar. Eu tenho uma Bussola! Sei como sair do Deserto. Eu te indico a direção, e você vai. Talvez você também consiga sobreviver,mas eu realmente preciso de protetor . . . .
Agora de perto, Junin pode perceber que o rosto do garoto já estava com algumas queimaduras, e seus braços também. Provavelmente , as faixas que ele usava no Olho Direito eram para tampar uma queimadura mais grave. Por um momento Junin sentiu pena do garoto, enquanto ele apontava para a direção. O Garoto então seguiu, indo numa direção bem parecida mas um pouco mais afastado de onde havia apontado.
Junin apontou a sua mão em forma de arma para o garoto de costas enquanto ele ainda estava perto, e disse:
-- Agora, por que eu tenho a impressão que se eu atirar , meu tiro vai ter efeito dessa vez?
O Garoto se virou com um olhar assustado por um segundo. No segundo seguinte, ele fez uma expressão de felicidade extrema, mas não era algo legal de se ver, era quase como demoníaco ver aquele sorriso. O local do olho que estava enfaixado começou a emitir um brilho vermelho intenso. Era possivel ver uma esfera vermelha através das faixas. E o garoto disse com a segunda voz, aquela profunda e assustadora:
-- Tente a sorte.
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------Capítulos Anteriores----
Cap. 3 - Queimando o Mau pela Raiz
Cap. 2 - O Ferro Velho e as Novas Armas
sábado, 8 de setembro de 2012
Em Busca da Sobrevivência [4] - Luzes prateadas no Deserto
domingo, 2 de setembro de 2012
Em Busca da Sobrevivência [3] - Queimando o Mau pela Raiz
Allan colocou sua mochila nas costa, a espada embainhada ao seu lado esquerdo junto a cintura e ajeitou seu boné para evitar que o sol ficasse em sua cara, e então começou a adentrar na floresta.
O chão era uma terra irregular e com varias raízes saindo do mesmo , o que dificultava caminhar em alguns trechos . A maioria das arvores possuía um tronco grosso e eram grandes , suas folhas nasciam nos galhos muitos metros acima do garoto, porem algumas eram menores e alguns galhos se projetavam no caminho , fazendo com que as vezes um galho estivesse na direção do rosto do jovem.
A verdade e que rapidamente Allan percebeu uma coisa, apesar do Calor intenso que fazia, o sol mesmo quase não chegava nele devido ao enorme numero de arvores , e isso era ótimo pois permitiu a Allan que economizasse seu Protetor solar.
Volta e outra , Allan precisava tirar sua espada para cortar raízes ou galhos que impediam ele de seguir caminho , usando a arma como se fosse um facão, e era inacreditável a como era afiada. Um simples encostão já era suficiente para cortar totalmente as raízes , ate mesmo as mais espessas.
O som da floresta era algo bonito na primeira vez que se entra em uma , pássaros que cantam sem parar numa tranquilidade quase que combinada . Mas com o tempo , esse mesmo som se tornava tenebroso. A sensação de claustrofobia era enorme. Allan estava andando reto a mais de 30 minutos, mas já esbarrou em um mesmo tronco de arvore irregular com cortes estranhos 2 vezes. O senso de direção é algo complicado. Seguir em linha reta sem ter um ponto de referencia em um local fechado como uma floresta e o mesmo que ficar andando em círculos .
Ele começou a ter sede, mas sabia que não podia se dar ao luxo de gastar sua escassa água já no começo de sua aventura.
Allan já estava começando a duvidar se sua sanidade estava boa quando começou a ouvir um ''batuque'' que parecia '' We Will Rock You'' a alguns metros de onde ele estava. A curiosidade fui grande de mais , então ele foi correndo em direção ao som.
Allan corria se desviando dos galhos e de algumas raízes sem se preocupar com mais nada. De repente, a terra em que ele pisava cedeu, e o garoto caiu em um buraco de alguns metros . Um rosto la de cima , era difícil para Allan descrever o rosto logo apos ter caído no buraco , mas antes de pensar em algo pra dizer, uma corda foi jogada e a pessoa que estava la em cima disse:
-- Desculpe, a armadilha não era pra você. Sobe ae vai, eu te ajudo!!
Allan subiu com um pouco de dificuldade pela corda, ate se ver de novo na floresta.
O cara que o salvou era maior que Allan, tinha pele clara e longos cabelos loiros selvagens , usava uma camiseta preta do Guns, calça jeans sujas de terra e possuía um sorriso que era encorajador e amedrontador ao mesmo tempo.
-- Eu sou Cesar, prazer . . . Ei, eu acho que me lembro de você na escola . . .
-- Sim, eu também me lembro de você vagamente . . Meu nome e Allan... E pra quem era essa armadilha afinal?
-- Para animais. Eu já acordei a uns 3 dias, só que me perdi nesta floresta, meus suprimentos se esgotaram por completo . . . dai eu tive que aprender a caçar.
-- TRÊS DIAS ? Como assim? Eu acordei não faz nem uma hora direito !!
-- Eu não sei explicar, por algum motivo alguns alunos acordaram bem cedo, enquanto outros dormiram por muito mais tempo. . .
-- Espera. . . como você esta três dias sem aguá?
-- Não estou sem água. Eu encontrei um riacho, ou rio, ou sei la o que, nunca sei a diferença. Em fim, água doce. Não e a melhor água do mundo, mas definitivamente da pra beber.
-- Você achou água nessa floresta!!?? Como?
-- Eu não sei explicar, mas meus ouvidos ficaram mais sensíveis desde que eu acordei. Eu consegui escutar o barulho da água beeeem longe de onde eu a encontrei. Eu montei meu acampamento bem perto para poder me aproveitar.
-- Mas, você não viu o vídeo? Se você acordou a 3 dias, e esta e uma das extremidades da ilha, eu e você estamos muito atrasados!!
-- Você já pensou no fato de nenhum de nos sair daqui? Digo, eu passei por bastante problemas ate chegar aqui . . . E quer saber? Quando mais nos aproximamos do centro da Ilha, mais difícil as coisas vão ficando. Eu sinceramente estou cogitando a ficar por aqui . . .
Allan estava incrédulo com aquilo, mas a mentalidade dos 2 garotos era bem diferente, afinal, Cesar já estava ''vivendo o jogo'' 3 dias seguidos, enquanto Allan acabou de começar .
Aquilo que Cesar disse, fazia sim sentido, afinal, as chances de 1 pessoa sair eram pequenas, mas ainda assim isso significava que as chances de qualquer outro que não seja essa ''pessoa'' seriam provavelmente Zero. Mesmo que todos os alunos sobrevivessem, era provável que só um ia sair da ilha, e Cesar já parecia estar bem adaptado.
-- Venha -- Disse Cesar -- Vamos para meu acampamento. Tem carne assando neste momento, eu deixo você comer comigo .
Allan olhou para o rosto de Cesar sem entender como era possível alguém sorrir no meio daquela situação, mas respondeu com a voz ainda um pouco tremula .
-- Ok . . . Acho que economizar meus suprimentos e uma boa ideia.
Os dois chegaram ao ''Acampamento'' . Na verdade, era algo bem simples. Havia uma barraca improvisada com panos ou cobertores esfarrapados e uma fogueira brilhava incessantemente enquanto assava carnes que estavam presas a galhos fincados no chão próximo ao fogo. Allan se esforçou bastante para não pensar de que animal poderia ser aquela carne.
Eles iam se aproximando quando Allan parou subitamente.
-- O que foi? -- Disse Cesar ao olhar para trás
--Eu estou preso!! -- Allan tentava se movimentar, mas seu corpo não saia do lugar. Ele olhou para baixo e percebeu que raízes estavam prendendo sua perna -- QUE MERDA E ESSA?
Cesar tentou ir ate Allan para ajudar, mas também estava preso. As raizes começavam a subir pelo corpo dos dois e prendiam eles cada vez mais.
Um adolescente pulou de um galho ate o chão bem perto da barraca. Ele era da altura do Allan mais ou menos, tinha pele morena e cabelos pretos e desarrumados , com uma expressão faminta e um pouco assustada. Então ele disse :
-- Deu certo . . . DEU CERTO. Eu finalmente consegui acertar isso!! Continuem assim raízes, enquanto eu pego a comida desses caras!!
-- Quem diabos e você? -- Indagava Cesar enquanto as raízes já cobriam seu corpo da cintura para baixo.
-- Desgraçado, eu estava na sua sala . Não vou pedir para que lembre de mim, afinal eu nem te conheço de verdade. Só vim pegar a comida de vocês.
-- Você vai ver só quando eu sair daqui !!
-- Ai e que ta . . Eu não entendo direito como funciona esse negocio das raizes, mas sempre que eu faço elas crescerem , elas não param mais . . . então, meio que vocês nunca vão sair dai.
-- Você e um covarde, isso sim -- Praguejou Allan
-- Covarde? A Sobrevivência não e apenas para o mais forte, e para o mais esperto. Vocês foram idiotas de serem pegos no meu truque. Acha que eu gosto disso? Não! Eu fui traído por um colega de classe que eu pensei que era meu amigo, eu tive que mata-lo. Matar vocês vai e poupar o sofrimento . . .
As raízes que prendiam Cesar acabaram de prender o rosto dele também. No Allan, elas estavam demorando bastante, ainda estavam abaixo da cintura. Allan olhava para o garoto novo que se aproximava dele, enquanto atras a fogueira parecia queimar com mais intensidade. Ninguém tinha notado isso, mas as chamas estavam ficando cada vez mais altas.
Allan estava com ódio no olhar, e quando o cara chegou perto dele , disse:
-- Seu amigo deve ter mais alguns minutos de Ar , e daqui a pouco vai ser você!
Allan tentou se mexer movido pela raiva, sem perceber as raízes que o prendiam começaram a queimar nas pontas e iam se reduzindo a pó ate ele estar totalmente livre, ainda no impulso ele foi com toda força empurrando o garoto e jogando ele próximo a fogueira. Allan então se lembrou de Cesar. Chegou perto e colocou as mãos tentando arrancar as raízes, enquanto praguejava de raiva:
-- RAÍZES IDIOTAS!!
Então aconteceu novamente. As raízes começaram a se queimar de onde Allan estava com as mãos, e iam se reduzindo a pó ate Cesar estar livre.
Cesar caiu ofegante de joelhos, tentando recuperar o folego. Ele estava com queimaduras bem leves no rosto, e nos braços, a camisa estava com um pequeno buraco de queimado.
Allan então voltou a olhar para o garoto, enquanto via ele tentando arrancar os galhos com carne do chão.
-- Foda-se vocês, eu não vou morrer de fome -- praguejava ele enquanto fazia força para arrancar os galhos que estavam perto da fogueira. Ele estava com o rosto cheio de suor devido ao calor das labaredas que já estavam maiores que ele mesmo.
Allan gritou de ódio e começou a correr em direção ao garoto, porem no primeiro passo, as labaredas da fogueira pareceram imitar a direção em que Allan almejava, e se jogaram contra o garoto. Ele começou a pegar fogo por completo enquanto gritava de dor, um grito agonizante que ecoava dentro da mente de Allan.
Allan se pós de joelhos e com as mãos na cabeça forçando o boné ele gritou '' PARE COM ISSO ''
O fogo no garoto aumentou incrivelmente , e em cerca de 15 segundos ele foi totalmente reduzido a pó preto
Allan estava pálido, enquanto as chamas da fogueira voltavam ao seu tamanho original.
-- O que foi . . . que eu fiz . . .
-- A coisa certa -- Disse Cesar com um sorriso no rosto -- Só que parece que sem querer você queimou a carne que estava assando. Vamos ter que arrumar mais depois
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==============Capítulos anteriores=================
Cap. 2 - O Ferro Velho e as Novas Armas
Cap. 1 - Os Jogos começam no Primeiro dia de Aula
O chão era uma terra irregular e com varias raízes saindo do mesmo , o que dificultava caminhar em alguns trechos . A maioria das arvores possuía um tronco grosso e eram grandes , suas folhas nasciam nos galhos muitos metros acima do garoto, porem algumas eram menores e alguns galhos se projetavam no caminho , fazendo com que as vezes um galho estivesse na direção do rosto do jovem.
A verdade e que rapidamente Allan percebeu uma coisa, apesar do Calor intenso que fazia, o sol mesmo quase não chegava nele devido ao enorme numero de arvores , e isso era ótimo pois permitiu a Allan que economizasse seu Protetor solar.
Volta e outra , Allan precisava tirar sua espada para cortar raízes ou galhos que impediam ele de seguir caminho , usando a arma como se fosse um facão, e era inacreditável a como era afiada. Um simples encostão já era suficiente para cortar totalmente as raízes , ate mesmo as mais espessas.
O som da floresta era algo bonito na primeira vez que se entra em uma , pássaros que cantam sem parar numa tranquilidade quase que combinada . Mas com o tempo , esse mesmo som se tornava tenebroso. A sensação de claustrofobia era enorme. Allan estava andando reto a mais de 30 minutos, mas já esbarrou em um mesmo tronco de arvore irregular com cortes estranhos 2 vezes. O senso de direção é algo complicado. Seguir em linha reta sem ter um ponto de referencia em um local fechado como uma floresta e o mesmo que ficar andando em círculos .
Ele começou a ter sede, mas sabia que não podia se dar ao luxo de gastar sua escassa água já no começo de sua aventura.
Allan já estava começando a duvidar se sua sanidade estava boa quando começou a ouvir um ''batuque'' que parecia '' We Will Rock You'' a alguns metros de onde ele estava. A curiosidade fui grande de mais , então ele foi correndo em direção ao som.
Allan corria se desviando dos galhos e de algumas raízes sem se preocupar com mais nada. De repente, a terra em que ele pisava cedeu, e o garoto caiu em um buraco de alguns metros . Um rosto la de cima , era difícil para Allan descrever o rosto logo apos ter caído no buraco , mas antes de pensar em algo pra dizer, uma corda foi jogada e a pessoa que estava la em cima disse:
-- Desculpe, a armadilha não era pra você. Sobe ae vai, eu te ajudo!!
Allan subiu com um pouco de dificuldade pela corda, ate se ver de novo na floresta.
O cara que o salvou era maior que Allan, tinha pele clara e longos cabelos loiros selvagens , usava uma camiseta preta do Guns, calça jeans sujas de terra e possuía um sorriso que era encorajador e amedrontador ao mesmo tempo.
-- Eu sou Cesar, prazer . . . Ei, eu acho que me lembro de você na escola . . .
-- Sim, eu também me lembro de você vagamente . . Meu nome e Allan... E pra quem era essa armadilha afinal?
-- Para animais. Eu já acordei a uns 3 dias, só que me perdi nesta floresta, meus suprimentos se esgotaram por completo . . . dai eu tive que aprender a caçar.
-- TRÊS DIAS ? Como assim? Eu acordei não faz nem uma hora direito !!
-- Eu não sei explicar, por algum motivo alguns alunos acordaram bem cedo, enquanto outros dormiram por muito mais tempo. . .
-- Espera. . . como você esta três dias sem aguá?
-- Não estou sem água. Eu encontrei um riacho, ou rio, ou sei la o que, nunca sei a diferença. Em fim, água doce. Não e a melhor água do mundo, mas definitivamente da pra beber.
-- Você achou água nessa floresta!!?? Como?
-- Eu não sei explicar, mas meus ouvidos ficaram mais sensíveis desde que eu acordei. Eu consegui escutar o barulho da água beeeem longe de onde eu a encontrei. Eu montei meu acampamento bem perto para poder me aproveitar.
-- Mas, você não viu o vídeo? Se você acordou a 3 dias, e esta e uma das extremidades da ilha, eu e você estamos muito atrasados!!
-- Você já pensou no fato de nenhum de nos sair daqui? Digo, eu passei por bastante problemas ate chegar aqui . . . E quer saber? Quando mais nos aproximamos do centro da Ilha, mais difícil as coisas vão ficando. Eu sinceramente estou cogitando a ficar por aqui . . .
Allan estava incrédulo com aquilo, mas a mentalidade dos 2 garotos era bem diferente, afinal, Cesar já estava ''vivendo o jogo'' 3 dias seguidos, enquanto Allan acabou de começar .
Aquilo que Cesar disse, fazia sim sentido, afinal, as chances de 1 pessoa sair eram pequenas, mas ainda assim isso significava que as chances de qualquer outro que não seja essa ''pessoa'' seriam provavelmente Zero. Mesmo que todos os alunos sobrevivessem, era provável que só um ia sair da ilha, e Cesar já parecia estar bem adaptado.
-- Venha -- Disse Cesar -- Vamos para meu acampamento. Tem carne assando neste momento, eu deixo você comer comigo .
Allan olhou para o rosto de Cesar sem entender como era possível alguém sorrir no meio daquela situação, mas respondeu com a voz ainda um pouco tremula .
-- Ok . . . Acho que economizar meus suprimentos e uma boa ideia.
Os dois chegaram ao ''Acampamento'' . Na verdade, era algo bem simples. Havia uma barraca improvisada com panos ou cobertores esfarrapados e uma fogueira brilhava incessantemente enquanto assava carnes que estavam presas a galhos fincados no chão próximo ao fogo. Allan se esforçou bastante para não pensar de que animal poderia ser aquela carne.
Eles iam se aproximando quando Allan parou subitamente.
-- O que foi? -- Disse Cesar ao olhar para trás
--Eu estou preso!! -- Allan tentava se movimentar, mas seu corpo não saia do lugar. Ele olhou para baixo e percebeu que raízes estavam prendendo sua perna -- QUE MERDA E ESSA?
Cesar tentou ir ate Allan para ajudar, mas também estava preso. As raizes começavam a subir pelo corpo dos dois e prendiam eles cada vez mais.
Um adolescente pulou de um galho ate o chão bem perto da barraca. Ele era da altura do Allan mais ou menos, tinha pele morena e cabelos pretos e desarrumados , com uma expressão faminta e um pouco assustada. Então ele disse :
-- Deu certo . . . DEU CERTO. Eu finalmente consegui acertar isso!! Continuem assim raízes, enquanto eu pego a comida desses caras!!
-- Quem diabos e você? -- Indagava Cesar enquanto as raízes já cobriam seu corpo da cintura para baixo.
-- Desgraçado, eu estava na sua sala . Não vou pedir para que lembre de mim, afinal eu nem te conheço de verdade. Só vim pegar a comida de vocês.
-- Você vai ver só quando eu sair daqui !!
-- Ai e que ta . . Eu não entendo direito como funciona esse negocio das raizes, mas sempre que eu faço elas crescerem , elas não param mais . . . então, meio que vocês nunca vão sair dai.
-- Você e um covarde, isso sim -- Praguejou Allan
-- Covarde? A Sobrevivência não e apenas para o mais forte, e para o mais esperto. Vocês foram idiotas de serem pegos no meu truque. Acha que eu gosto disso? Não! Eu fui traído por um colega de classe que eu pensei que era meu amigo, eu tive que mata-lo. Matar vocês vai e poupar o sofrimento . . .
As raízes que prendiam Cesar acabaram de prender o rosto dele também. No Allan, elas estavam demorando bastante, ainda estavam abaixo da cintura. Allan olhava para o garoto novo que se aproximava dele, enquanto atras a fogueira parecia queimar com mais intensidade. Ninguém tinha notado isso, mas as chamas estavam ficando cada vez mais altas.
Allan estava com ódio no olhar, e quando o cara chegou perto dele , disse:
-- Seu amigo deve ter mais alguns minutos de Ar , e daqui a pouco vai ser você!
Allan tentou se mexer movido pela raiva, sem perceber as raízes que o prendiam começaram a queimar nas pontas e iam se reduzindo a pó ate ele estar totalmente livre, ainda no impulso ele foi com toda força empurrando o garoto e jogando ele próximo a fogueira. Allan então se lembrou de Cesar. Chegou perto e colocou as mãos tentando arrancar as raízes, enquanto praguejava de raiva:
-- RAÍZES IDIOTAS!!
Então aconteceu novamente. As raízes começaram a se queimar de onde Allan estava com as mãos, e iam se reduzindo a pó ate Cesar estar livre.
Cesar caiu ofegante de joelhos, tentando recuperar o folego. Ele estava com queimaduras bem leves no rosto, e nos braços, a camisa estava com um pequeno buraco de queimado.
Allan então voltou a olhar para o garoto, enquanto via ele tentando arrancar os galhos com carne do chão.
-- Foda-se vocês, eu não vou morrer de fome -- praguejava ele enquanto fazia força para arrancar os galhos que estavam perto da fogueira. Ele estava com o rosto cheio de suor devido ao calor das labaredas que já estavam maiores que ele mesmo.
Allan gritou de ódio e começou a correr em direção ao garoto, porem no primeiro passo, as labaredas da fogueira pareceram imitar a direção em que Allan almejava, e se jogaram contra o garoto. Ele começou a pegar fogo por completo enquanto gritava de dor, um grito agonizante que ecoava dentro da mente de Allan.
Allan se pós de joelhos e com as mãos na cabeça forçando o boné ele gritou '' PARE COM ISSO ''
O fogo no garoto aumentou incrivelmente , e em cerca de 15 segundos ele foi totalmente reduzido a pó preto
Allan estava pálido, enquanto as chamas da fogueira voltavam ao seu tamanho original.
-- O que foi . . . que eu fiz . . .
-- A coisa certa -- Disse Cesar com um sorriso no rosto -- Só que parece que sem querer você queimou a carne que estava assando. Vamos ter que arrumar mais depois
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Cap. 2 - O Ferro Velho e as Novas Armas
Cap. 1 - Os Jogos começam no Primeiro dia de Aula
Domingo Musical - Companhia da Lapada/ Metal Nordestino
E ae amiguinhos!!! Prontos para mais uma mergulhada profunda dentro dos anais da musica nacional brasileira!!???
Hoje teremos o novo clipe de um dos grupos mais promissores do nosso pais nacional brasileiro , estou falando claro do grupo Companhia da Lapada, que vão cantar a continuação da musica ''mainha painho eu gosto dele'' . A nova musica mostra como a garota se arrependeu e pede para seus pais para voltar pra casa!!A outra musica e do ''Putzvei'' , os mesmos que participaram do primeiro video, mas agora cantando aquilo que eles curtem, um METAL NORDESTINO \,,/ . Isso mesmo, o'' Rock do Cuscuz com Charque '' e provavelmente a musica mais foda que eu conheço do metal nordestino . . . na verdade e a primeira vez que vejo isso também, mas em fim, peguem um cuscuz e curtam ai essa belíssima musica!!
E pra finalizar, um vídeo extra , como tem sido de costume rsrsrs
Mainha Painho deixa eu voltar pra casa - Companhia da Lapada
Bota, bota, bota e muita gaia, e muita gaia, e muita gaia (8)
Rock do Cuscuz com Charque - Putzvei
Você acha Slash foda? Se liga nesse cara que sola numa guitarra sem cordas!!! ULTRA FODA!!!
Piranha Sereia - do canal '' caioloki ''
Aviso: Se você gostava de pequena na infância, não veja isso, vai destruir seus sonhos e ilusões e inocência!!!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Em Busca da Sobrevivência [2] - O Ferro Velho e as Armas Novas
Ainda em estado de choque , Thiago se sentou na cama e notou que a Mochila estava num criado mudo logo ao lado da cama, algo que ele não tinha percebido ao acordar. Ele pegou a mochila, colocou em seu colo e começou a abrir para ver o que havia dentro dela. Sua mão tremia.
Dentro da mochila, Thiago encontrou um Cantil com água, uma pequena lata de de alumínio com uma logomarca de uma das industrias alimentares mais poderosas da atualidade, uma Faca com uma lamina de metal de cerca de 25 cm , e um pote de Protetor Solar Fator Z.
Fator Z e na verdade o nome da marca da empresa que fabrica esses protetores solares, que diga-se de passagem, não são nada baratos. Mas no caso, o protetor encontrado estava com menos da metade de conteúdo Com sorte, poderia ser utilizado 3 vezes.
Thiago guardou tudo de volta na mochila e começou a vasculhar a casa a procura de algo a mais, porem nada mais havia naquele lugar.
O Jovem rapaz foi para fora, e teve uma enorme surpresa ao sair. Ele estava em um tipo de Ferro Velho, com pilhas de carros destruídos, eletrodomésticos estragados jogados aos montes, etc.
Na parte de trás de onde estava a casa , havia um penhasco que dava direto para água... Bom, na verdade o penhasco dava direto para pedras pontiagudas que se emergiam de dentro da água. Isso soava como um aviso para Thiago , algo do tipo '' Esse não e o caminho , rapaz...''
Thiago então começou a pensar no que o homem da TV disse. Ele se lembrou de que o objetivo estava no centro da Ilha, e que cada um dos garotos começaram em uma ''extremidade da ilha''. Bem provavelmente o penhasco que ele viu dava direto no Mar. Mas ainda assim , um ferro velho em uma ilha não fazia sentido nenhum, muito menos numa época em que eles sequer existiam. As cidades já eram próprios ''ferros velhos''.
Thiago deu uma boa olhada para a sua frente, e o ferro velho parecia estar por toda parte e não ter fim algum. Seria uma longa caminhada para o garoto.
Thiago começou sua jornada logo apos passar o protetor solar, afinal andar naquele sol poderia literalmente ser fatal para uma pessoa com o corpo ainda em formação.
Cerca de 30 minutos de caminhada, e nada diferente, apenas o ferro velho. O garoto decidiu sentar-se um pouco, escorado a uma pilha de quinquilharias de metal , enquanto pensava . De repente, teve uma sensação de que algo se aproximava, e instintivamente se levantou correndo enquanto uma flecha passou assobiando a alguns centímetros perto de seu rosto . Ele então olhou para a direção de onde a flecha veio. Uma pilha de sucatas com um garoto no topo, ele parecia um pouco gordinho mas estava longe de mais para notar-se mais algum detalhe dele.
-- O que você esta fazendo?? -- Gritou Thiago
O garoto sequer deu atenção, pegou uma outra flecha e armou novamente seu arco, e então disparou novamente contra Thiago, que se jogou no chão para evitar a flecha.
Quando Thiago voltou a olhar para a pilha de sucata, ele percebeu que o garoto não estava mais lá. Se levantou e pegou a faca de dentro da mochila, enquanto olhava para todos os lados com medo de onde poderia vir a próxima flecha.
Então, uma voz que passava nos ouvidos de Thiago como uma navalha disse :
-- Você dormiu de mais. Eu vou eliminar você agora que esta fraco, assim minhas chances de sobreviver aumentam.
Thiago olhou para trás, a direção de onde vinha a voz, mas não viu nada, ate que uma dor semelhante a um soco na cara de Thiago o empurrou.
-- Que isso. . . -- Disse Thiago enquanto passava a mão em cima da boca, onde escorria um pouco de sangue que descia pelo nariz.
-- O que e isso? E um jogo seu bosta, um jogo que eu pretendo vencer !!
Nesse momento, na frente de Thiago , materializou-se o garoto gordinho com um arco na mão já com a flecha pronta para atirar a queima roupa .
-- Como você . . .
-- Cheguei aqui? Eu já estava, idiota. Invisibilidade! Dei sorte, parece ser a habilidade mais util para sobreviver nessa ilha maldita. . . Nada pessoal garoto, e apenas um jogo, e o Batata sempre vence.
Batata, o garoto gordinho com um arco nas mãos , disparou uma flecha que certamente teria causado a morte de Thiago, não fosse por um escudo que surgiu do nada na mão de Thiago. Era um escudo enorme de Metal, com um brasão de um Cavaleiro matando um Dragão . O escudo tinha uma forma quase Triangular, e tampava Thiago quase por completo. A flecha se destruiu ao encostar no escudo.
A cara de Batata era de espanto, mas a verdade e que Thiago estava tão espantado quanto. Seria o momento perfeito para usar a Faca , isso e, se ela ainda estivesse em sua mão.
A mão que antes segurava uma pequena faca, agora segurava um gigantesco escudo, e Thiago não tinha ideia de como aquilo aconteceu, mas assim que percebeu a vantagem em que estava, bateu com seu escudo na cara de Batata, jogando o garoto gordinho no chão com as mãos no rosto.
'' Se eu ainda tivesse minha Faca'' Pensou Thiago, quase sem perceber, seu escudo começou a se modificar em um tipo de gelatina prateada que se comprimiu ate virar novamente a faca, ainda presa a mão de Thiago.
-- Que merda e essa que ... -- Dizia Batata enquanto tentava se levantar desesperadamente
-- Eu não sei. . . Mas eu não vou deixar que você continue por ai atirando flechas nos outros. Me de seu arco, e eu te deixo ir.
Batata já de pé, colocou o arco no chão e então se afastou alguns passo, e voltou a ficar invisivel. Ouve então um som de corrida, enquanto uma voz que se afastava dizia:
-- Você vai pagar com sua vida por isso, desgraçado!!
Thiago sentou-se no chão proximo ao arco, deixou a faca cair e então levou as duas mãos ao rosto, como se fosse chorar, mas apenas as esfregou no rosto. Ele olhou para sua faca, pegou novamente e disse :
-- Martelo!! -- A faca virou uma gelatina de cor prateada novamente, e se modelava ate virar um Martelo feito de metal.
Ele passou alguns minutos brincando com sua nova descoberta, ate se lembrar de que mais cedo ou mais tarde teria de enfrentar outros alunos, e certamente uma hora ou outra, alguém ia acabar morrendo nessa brincadeira doentia.
Em algum outro lugar da ilha, um garoto que passara por uma situação semelhante a de Thiago , estava sentado em frente da pequena casa . Era um garoto de pele mais escura, físico magro, com uma cara de indecisão por de baixo do boné. Era Allan, outro aluno que se viu perdido na Ilha dos Sonhos.
Allan havia visto o vídeo , assim como Thiago, porem não havia uma faca em sua mochila, havia uma espada embainhada em cima da mochila. Ele a desembainhou para ver como era. Era uma espada curta de dois gumes , a lamina era fina e parecia ser extremamente cortante, fora o fato que só a lamina dava quase o tamanho do braço do Allan. A espada se encaixava muito bem nas mãos do garoto, mesmo ele nunca tendo colocado as mãos em uma espada antes na vida.
Na frente da casa em que Allan havia acordado, não havia um ferro velho, havia uma floresta, uma enorme e linda floresta , com arvores grandes e alguns animais que se arriscavam a bisbilhotar o garoto.
A ideia de ter que atravessar uma floresta não agradou muito ao rapaz, por isso ele se encontrava sentado em frente da sua casa, olhando para floresta, como se pensasse o que viria fazer a seguir.
Dentro da mochila, Thiago encontrou um Cantil com água, uma pequena lata de de alumínio com uma logomarca de uma das industrias alimentares mais poderosas da atualidade, uma Faca com uma lamina de metal de cerca de 25 cm , e um pote de Protetor Solar Fator Z.
Fator Z e na verdade o nome da marca da empresa que fabrica esses protetores solares, que diga-se de passagem, não são nada baratos. Mas no caso, o protetor encontrado estava com menos da metade de conteúdo Com sorte, poderia ser utilizado 3 vezes.
Thiago guardou tudo de volta na mochila e começou a vasculhar a casa a procura de algo a mais, porem nada mais havia naquele lugar.
O Jovem rapaz foi para fora, e teve uma enorme surpresa ao sair. Ele estava em um tipo de Ferro Velho, com pilhas de carros destruídos, eletrodomésticos estragados jogados aos montes, etc.
Na parte de trás de onde estava a casa , havia um penhasco que dava direto para água... Bom, na verdade o penhasco dava direto para pedras pontiagudas que se emergiam de dentro da água. Isso soava como um aviso para Thiago , algo do tipo '' Esse não e o caminho , rapaz...''
Thiago então começou a pensar no que o homem da TV disse. Ele se lembrou de que o objetivo estava no centro da Ilha, e que cada um dos garotos começaram em uma ''extremidade da ilha''. Bem provavelmente o penhasco que ele viu dava direto no Mar. Mas ainda assim , um ferro velho em uma ilha não fazia sentido nenhum, muito menos numa época em que eles sequer existiam. As cidades já eram próprios ''ferros velhos''.
Thiago deu uma boa olhada para a sua frente, e o ferro velho parecia estar por toda parte e não ter fim algum. Seria uma longa caminhada para o garoto.
Thiago começou sua jornada logo apos passar o protetor solar, afinal andar naquele sol poderia literalmente ser fatal para uma pessoa com o corpo ainda em formação.
Cerca de 30 minutos de caminhada, e nada diferente, apenas o ferro velho. O garoto decidiu sentar-se um pouco, escorado a uma pilha de quinquilharias de metal , enquanto pensava . De repente, teve uma sensação de que algo se aproximava, e instintivamente se levantou correndo enquanto uma flecha passou assobiando a alguns centímetros perto de seu rosto . Ele então olhou para a direção de onde a flecha veio. Uma pilha de sucatas com um garoto no topo, ele parecia um pouco gordinho mas estava longe de mais para notar-se mais algum detalhe dele.
-- O que você esta fazendo?? -- Gritou Thiago
O garoto sequer deu atenção, pegou uma outra flecha e armou novamente seu arco, e então disparou novamente contra Thiago, que se jogou no chão para evitar a flecha.
Quando Thiago voltou a olhar para a pilha de sucata, ele percebeu que o garoto não estava mais lá. Se levantou e pegou a faca de dentro da mochila, enquanto olhava para todos os lados com medo de onde poderia vir a próxima flecha.
Então, uma voz que passava nos ouvidos de Thiago como uma navalha disse :
-- Você dormiu de mais. Eu vou eliminar você agora que esta fraco, assim minhas chances de sobreviver aumentam.
Thiago olhou para trás, a direção de onde vinha a voz, mas não viu nada, ate que uma dor semelhante a um soco na cara de Thiago o empurrou.
-- Que isso. . . -- Disse Thiago enquanto passava a mão em cima da boca, onde escorria um pouco de sangue que descia pelo nariz.
-- O que e isso? E um jogo seu bosta, um jogo que eu pretendo vencer !!
Nesse momento, na frente de Thiago , materializou-se o garoto gordinho com um arco na mão já com a flecha pronta para atirar a queima roupa .
-- Como você . . .
-- Cheguei aqui? Eu já estava, idiota. Invisibilidade! Dei sorte, parece ser a habilidade mais util para sobreviver nessa ilha maldita. . . Nada pessoal garoto, e apenas um jogo, e o Batata sempre vence.
Batata, o garoto gordinho com um arco nas mãos , disparou uma flecha que certamente teria causado a morte de Thiago, não fosse por um escudo que surgiu do nada na mão de Thiago. Era um escudo enorme de Metal, com um brasão de um Cavaleiro matando um Dragão . O escudo tinha uma forma quase Triangular, e tampava Thiago quase por completo. A flecha se destruiu ao encostar no escudo.
A cara de Batata era de espanto, mas a verdade e que Thiago estava tão espantado quanto. Seria o momento perfeito para usar a Faca , isso e, se ela ainda estivesse em sua mão.
A mão que antes segurava uma pequena faca, agora segurava um gigantesco escudo, e Thiago não tinha ideia de como aquilo aconteceu, mas assim que percebeu a vantagem em que estava, bateu com seu escudo na cara de Batata, jogando o garoto gordinho no chão com as mãos no rosto.
'' Se eu ainda tivesse minha Faca'' Pensou Thiago, quase sem perceber, seu escudo começou a se modificar em um tipo de gelatina prateada que se comprimiu ate virar novamente a faca, ainda presa a mão de Thiago.
-- Que merda e essa que ... -- Dizia Batata enquanto tentava se levantar desesperadamente
-- Eu não sei. . . Mas eu não vou deixar que você continue por ai atirando flechas nos outros. Me de seu arco, e eu te deixo ir.
Batata já de pé, colocou o arco no chão e então se afastou alguns passo, e voltou a ficar invisivel. Ouve então um som de corrida, enquanto uma voz que se afastava dizia:
-- Você vai pagar com sua vida por isso, desgraçado!!
Thiago sentou-se no chão proximo ao arco, deixou a faca cair e então levou as duas mãos ao rosto, como se fosse chorar, mas apenas as esfregou no rosto. Ele olhou para sua faca, pegou novamente e disse :
-- Martelo!! -- A faca virou uma gelatina de cor prateada novamente, e se modelava ate virar um Martelo feito de metal.
Ele passou alguns minutos brincando com sua nova descoberta, ate se lembrar de que mais cedo ou mais tarde teria de enfrentar outros alunos, e certamente uma hora ou outra, alguém ia acabar morrendo nessa brincadeira doentia.
Em algum outro lugar da ilha, um garoto que passara por uma situação semelhante a de Thiago , estava sentado em frente da pequena casa . Era um garoto de pele mais escura, físico magro, com uma cara de indecisão por de baixo do boné. Era Allan, outro aluno que se viu perdido na Ilha dos Sonhos.
Allan havia visto o vídeo , assim como Thiago, porem não havia uma faca em sua mochila, havia uma espada embainhada em cima da mochila. Ele a desembainhou para ver como era. Era uma espada curta de dois gumes , a lamina era fina e parecia ser extremamente cortante, fora o fato que só a lamina dava quase o tamanho do braço do Allan. A espada se encaixava muito bem nas mãos do garoto, mesmo ele nunca tendo colocado as mãos em uma espada antes na vida.
Na frente da casa em que Allan havia acordado, não havia um ferro velho, havia uma floresta, uma enorme e linda floresta , com arvores grandes e alguns animais que se arriscavam a bisbilhotar o garoto.
A ideia de ter que atravessar uma floresta não agradou muito ao rapaz, por isso ele se encontrava sentado em frente da sua casa, olhando para floresta, como se pensasse o que viria fazer a seguir.
domingo, 26 de agosto de 2012
Domingo Musical - Não é a Mamãe / Ivo Mamona
Bem vindos de volta ao post que vai aumentar drasticamente seu conhecimento sobre a cultura da musica brasileira nacional do Brasil!! Afinal não é todo dia que podemos prestigiar o trabalho de um artista como Ivo Mamona. E para alegrar nosso domingo, o grupo ''Não é a Mamãe'' fizeram uma Parodia de uma musica , provando mais uma vez que Parodia >>>>> Funk original... Mas não vamos entrar em detalhes .
E para o post não ficar muito curto, trouxe um pequeno brinde pra vocês!! Na verdade, não e um trabalho de um artista nacional, e apenas a interpretação de uma musica de uma forma um tanto quanto . . . errr... E melhor vocês assistirem . . .
E para o post não ficar muito curto, trouxe um pequeno brinde pra vocês!! Na verdade, não e um trabalho de um artista nacional, e apenas a interpretação de uma musica de uma forma um tanto quanto . . . errr... E melhor vocês assistirem . . .
Du Patrão - Não é a Mamãe
Vou deixar meu cabelo do naipe desse cara ae, muito style!!
Frango - Ivo Mamona
Não sei por que, mas me deu vontade de comer frango. . .
Call Me Meybe - Versão do Steve Kardynal
O Bônus de hoje!
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Em Busca da Sobrevivência [1] - Os Jogos começam no primeiro dia de aula
Qual o seu pensamento sobre o futuro? Carros voadores? Prédios gigantescos ? Luzes por todos os lados?
Não devo culpa-lo, mas devo informar que o futuro que relato aqui e bem diferente.
Um garoto de cabelos negros e curtos, com alguns fios brancos ; usava óculos de armação fina, nada muito chamativo ; suas roupas pareciam um uniforme e estampavam as cores Vermelho na parte de cima e Cinza na parte inferior da camisa, enquanto as calças eram totalmente cinzas ; carregava uma mochila que aparentava estar pesada devido ao volume , como se tivesse colocado mais coisas do que realmente coubesse dentro dela. Ele olhava sempre para frente de uma maneira um tanto quanto estranha , digo, seu olhar dava a impressão de ser alguém corajoso mas ao mesmo tempo parecia evitar olhar ao redor... Mas a verdade e que ele tinha motivos para isso.
No trajeto que o garoto fazia passava por áreas semi destruídas e com grandes quantidades de moradores de ruas... Veja bem, os moradores de ruas dessa época são bem diferente dos que você imagina, eles se abrigam em qualquer lugar que os proteja do sol e vivem em bandos grandes; suas roupas são esfarrapadas e quase todos estão sujos, com barbas grandes e queimaduras e manchas na pele por todo o corpo , e pra piorar a situação eles são extremamente agressivos. Sim, AGRESSIVOS. Mas por sorte, um garoto trajando uniformes escolares não chama muita sorte dos moradores de rua, afinal ele não possuiria nada de valor.
No trajeto que o garoto fazia passava por áreas semi destruídas e com grandes quantidades de moradores de ruas... Veja bem, os moradores de ruas dessa época são bem diferente dos que você imagina, eles se abrigam em qualquer lugar que os proteja do sol e vivem em bandos grandes; suas roupas são esfarrapadas e quase todos estão sujos, com barbas grandes e queimaduras e manchas na pele por todo o corpo , e pra piorar a situação eles são extremamente agressivos. Sim, AGRESSIVOS. Mas por sorte, um garoto trajando uniformes escolares não chama muita sorte dos moradores de rua, afinal ele não possuiria nada de valor.
Como você deve ter percebido, o mundo esta bastante diferente. Para começar, o Sol e uma das piores coisas que posso relatar. Atualmente, Protetor Solar e uma coisa essencial para se viver, tanto quanto água, acredite. E obviamente isso fez com que os ''Poderosos'' monopolizassem o produto deixando eles extremamente caro. O resultado disso e que cerca de 30% da população mundial morre devido a problemas causado pelo sol de tempos em tempos. Não tenho certeza do motivo, mas há alguns anos atras saíram noticias sobre o Sol ter ficado ''tão ruim'' por causa da destruição quase por completa da camada de ozônio... porem misteriosamente todos os envolvidos nessa noticia acabaram morrendo .
Mas chega de falar de problemas, afinal o garoto que andava pelas ruas esburacadas com lixo espalhado pelo chão, acaba de chegar no seu destino, uma Escola.
O Primeiro dia de Aula.
A Escola também e um tanto quanto estranha. Os muros são feitos com blocos de pedras enormes, o portão principal na verdade e feito de grades semelhante a uma cela de prisão (diga-se de passagem, e uma ótima analogia , afinal o local servia mais como um Abrigo para crianças e adolescentes para que eles fiquem seguros durante o dia.)
A Escola também e um tanto quanto estranha. Os muros são feitos com blocos de pedras enormes, o portão principal na verdade e feito de grades semelhante a uma cela de prisão (diga-se de passagem, e uma ótima analogia , afinal o local servia mais como um Abrigo para crianças e adolescentes para que eles fiquem seguros durante o dia.)
Você deve estar pensando : '' Se fosse eu nem ia para essa escola''. . . Bom, sinto informar mas não e uma opção muito viável. As crianças que não vão a escola por morarem muito longe acabam sendo mortas ou sequestradas para trabalho escravo. E nem pense em perguntar onde está a policia, as leis desse Mundo são bem diferente das que você conhece.
O garoto olhou um pouco assustado para o portão principal, mas adentrou com um olhar serio. Era visível o seu apavoramento, mas isso não o fazia se sentir estranho, afinal cerca de 90% dos alunos naquela escola estavam começando hoje também.
Ele começou a andar mais lento e tirou um papel de seu bolso para ler as informações que o levariam para a sala. Enquanto lia, acabou esbarrando em alguém.
-- Aii!!
-- Desculpe-me. Eu estava ...
-- Ah, tudo bem, eu já sei, tentando se localizar né hehehe
-- Err, sim, hoje e meu primeiro dia sabe...
-- Tudo bem, aconteceu a mesma coisa comigo agora pouco. Deixe-me ver esse papel.... Hum, você esta na mesma sala que eu. Venha, eu te levo ate la. A, aproposito, qual seu nome?
-- Thiago
-- Prazer Thiago, pode me chamar de Liminha.
Liminha era menor que Thiago e bastante magro. Usava óculos, esses porem tinham uma armação e lentes mais grossas que os de Thiago. O Olhar dele parecia ser de uma pessoa bondosa e prestativa.
Os dois foram em direção a sala. Se o lado de fora da escola tinha aparência de uma prisão, o lado de dentro não era la muito melhor. As janelas tinham grades de ferro para o caso de algum fujão tentasse ser esperto, e o tom acinzentado das paredes dava uma maior impressão de que ninguém sairia dali ate que o sinal batesse.
Thiago e Liminha entraram na sala .
Thiago olhou ao redor e viu que a sala já estava quase cheia, provavelmente uns 30 ou mais alunos estavam ali. Alguns se destacavam dos demais, como um garoto sentado na primeira cadeira de frente ao quadro bem no meio da sala que também usava óculos; um garoto sentado na ultima cadeira na ultima fila onde ninguém mais havia sentado perto; um cara com cabelos longos e loiro que sentou numa fileira próxima a do outro canto; entre outros.
A sala não era barulhenta, muito pelo contrario, poucos estavam se enturmando . Literalmente ninguém se conhecia.
Thiago olhou ao redor e viu que a sala já estava quase cheia, provavelmente uns 30 ou mais alunos estavam ali. Alguns se destacavam dos demais, como um garoto sentado na primeira cadeira de frente ao quadro bem no meio da sala que também usava óculos; um garoto sentado na ultima cadeira na ultima fila onde ninguém mais havia sentado perto; um cara com cabelos longos e loiro que sentou numa fileira próxima a do outro canto; entre outros.
A sala não era barulhenta, muito pelo contrario, poucos estavam se enturmando . Literalmente ninguém se conhecia.
Depois de algum tempo, um adulto que provavelmente era o professor entrou na sala. Ele vestia terno e gravata, o que era bem difícil de se ver nos dias de hoje.
-- Bom dia turma. Eu sou o Senhor Wilkins. -- Alguns alunos responderam, outros continuaram olhando, e alguns sequer prestaram atenção no homem que falava.
-- Em primeiro lugar, queria dar as boas vindas ao Colégio Hubber Falls. Em segundo lugar, queria
parabeniza-los pois vocês foram sorteados para participar de um ''programa especial'',
-- Programa Especial?? -- Perguntou um aluno de pele mais escura com um físico bem magro .
-- Sim. Vejam, não entendam mal, e difícil manter a escola ativa. Por isso as vezes agente tem que ceder uma sala para os ''Poderosos'' -- Nessa mesma hora o Senhor Wilkins tirou uma mascara de gás de dentro do seu terno e colocou na cara, então voltou a falar com uma voz estranha devido a mascara -- Vocês serão os privilegiados a representar a escola nesse programa especial. Desejo boa sorte a todos vocês, e espero ver alguns rostos de novo antes do fim do ano!!
-- Han? Do que o senhor esta falando? -- Perguntou um garoto de pele clara e cabelo curto ,que vestia uma blusa preta por de baixo do uniforme .
Nesse momento, um estranho gás começou a ser inalado com uma enorme velocidade dentro da sala. Todos os alunos começaram a tossir, e a desmaiar, alguns com mais velocidade que outros.
Thiago começou a abrir os Olhos com muita dificuldade enquanto tentava se levantar.
Assim que sua visão se estabilizou, ele já de pé se viu em um tipo de casa pequena com paredes brancas , uma cama e uma televisão sobre uma mesa . Uma TV , mesmo pequena como a que ele estava vendo, era extremamente cara e rara. Ele se chocou com aquilo, mas antes que pudesse examinar o resto da casa, a TV ligou-se sozinha e começou a transmitir a imagem de um Homem no escuro, do qual era impossível ver o resto pois o enquadramento da câmera pegava apenas do seu pescoço para baixo. Ele estava sentado, com um gato no colo. O homem da TV começou a falar :
''Bom dia a todos!! Vocês garotos tiveram a sorte de serem os selecionados a participar do nosso novo programa. Atualmente, cada um de vocês esta em uma extremidade da Ilha dos Sonhos. Um nome bonito , de fato. Mas a Ilha não e tão bonita quanto aparenta. Reparem que perto de vocês há uma mochila, nela vocês vão encontrar o básico para se manterem vivos o suficiente para entenderem as regras do jogo.
''Bom dia a todos!! Vocês garotos tiveram a sorte de serem os selecionados a participar do nosso novo programa. Atualmente, cada um de vocês esta em uma extremidade da Ilha dos Sonhos. Um nome bonito , de fato. Mas a Ilha não e tão bonita quanto aparenta. Reparem que perto de vocês há uma mochila, nela vocês vão encontrar o básico para se manterem vivos o suficiente para entenderem as regras do jogo.
O objetivo do jogo e sobreviver e conseguir chegar no centro da ilha, onde fica localizado a Casa Grande. Dentro da Casa Grande existe o único meio de sair da Ilha. Mas prestem atenção, quando eu disse ''único'', quero dizer ÚNICO mesmo. Não existe sequer uma ''copia''. Então recomendo que vocês se apressem para chegar la antes de seus ''colegas de classes''.
Como você vai conseguir isso, não importa.
Existem outras TVs espalhadas no interior dessa ilha, que vão ajudar com dicas . A primeira dica que posso dar é: Não ache que vocês podem todos saírem da Ilha juntos. O Meio de sair e ''bastante limitado'' hehehehe
Espero que se divirtam enquanto ainda estão vivos, pois tenho certeza que se a Ilha não matar vocês, seus coleguinhas certamente vão.
Sobrevivência dos mais fortes, e os Fracos tem que morrer.
Divirtam-se !! E que comecem os Jogos!!''
E então a TV se desligou .
Sobrevivência dos mais fortes, e os Fracos tem que morrer.
Divirtam-se !! E que comecem os Jogos!!''
E então a TV se desligou .
Thiago estava em choque com aquilo que acabou de assistir, não só ele, mas a maioria das crianças que assistiram o mesmo vídeo .
O que era para ser o primeiro dia de aula para alguns jovens, acabou se tornando o maior pesadelo que todos carregaram em suas memorias durante o resto de sua vida... Isso é, sé alguém conseguir sair vivo dessa ilha.
O que era para ser o primeiro dia de aula para alguns jovens, acabou se tornando o maior pesadelo que todos carregaram em suas memorias durante o resto de sua vida... Isso é, sé alguém conseguir sair vivo dessa ilha.
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===Considerações sobre a nova serie====
Em primeiro lugar, eu vou ''nos usar'' como personagem, mas essa historia e totalmente fictícia e sem nenhuma relação com As Praias de Sabará ou Vagabundos S.A.
A ideia para essa serie veio de algumas coisas ''combinadas''.
Um livro/manga/anime/filme (Mentira, não sei se tem anime dele tb @_@) chamado Battle Royale. A historia e basicamente assim, num futuro muito loko eles pegam uma sala de adolescentes e jogam numa ilha e mandam eles se matarem. Alguns saem pra brutalidade, outros tentam se unir, mas em geral o bixo pega.
(Mais recente tem o tal do Hunger Game , ou Jogos Vorazes, que tem um tema beeeeem parecido, mas eu não li esse breguete, e o fato dele estar tão pop me deixa com menos vontade de ler kkkkkkkkkk.)
Também juntei a ideia de um Episodio de Family Guy, onde Stewie coloca Brian em uma ''simulação virtual'' de um mundo pós apocalíptico onde ninguém se lembra de nada, para ver se ''sem memoria'' ele ainda ficaria amigo do Peter.
Então basicamente eu misturei as 2 ideias, e queria ver o que aconteceria nesse tipo de cenário se a amizade vai falar mais forte que a Sobrevivência (sou mau fwhahaha)
Então basicamente eu misturei as 2 ideias, e queria ver o que aconteceria nesse tipo de cenário se a amizade vai falar mais forte que a Sobrevivência (sou mau fwhahaha)
O Titulo também não me agradou muito, se alguém tiver uma ideia melhor pode falar. E que eu não quis colocar algo como ''Jogos'' para não vir neguinho falando que isso e muito Jogos Vorazes dae eu ia mandar tomar no cu na tora kkkkkkkkkkkkkk. Mas em fim, o titulo pode mudar caso apareça algum melhor!
O Thiago não e o ''Personagem Principal''. Na verdade, eu fiz um bloco de notas com algumas anotações baseado na Imagem que o Fernando fez da saga ''Vagabundos S.A''. Então, de certa forma '' Todos Nos Somos Personagens Principais''. Mas ao mesmo tempo, todos somos descartáveis.
A minha ideia base, pelo menos nos primeiros capítulos , e de cada novo post eu me focar em Um personagem. No caso, no primeiro eu me foquei no Thiago. No próximo eu irei dar uma pequena ''continuidade'' no Thiago, e então passarei a me focar em um outro, e assim por diante. Quero fazer isso para que quando a coisa ficar ''tensa'' , cada um já tenha conhecido o seu personagem, e também os outros, para ter uma opinião sobre o que pode acontecer no fim.
Essa serie vai ser bem mais Tensa e Violenta do que a "Vagabundos S.A", e não vai ser voltada para piadas como em Em busca das "Praias de Sabará".
Espero que a nova serie agrede a todos, e que vocês curtam os ''Seus Personagens'' na medida que as coisas forem ficando difíceis .
Ate a próxima !!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Todos os capítulos em formato Word
Ai gente, já está disponível o link para download todos os capítulos de Vagabundos S.A. em formato Word, desde o 1º até o capitulo 31º
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